Poetry-up, Stand-poetry ou algo assim entre língua, boca, faca, ação e riso
Performance de 30 minutos que cruza a linguagem teatral com as convenções do stand-up comedy, do spoken word e da peça-performance. A partir de uma abordagem autobiográfica, a obra articula três camadas estéticas: no registro do stand-up, narra a experiência de ser madrasta e não mãe, assim como a vivência de uma mulher brasileira branca em Portugal; no spoken word, apresenta poemas autorais que expandem e tensionam essas narrativas; e, na peça-performance, investiga criticamente a branquitude como dimensão constitutiva da subjetividade e como ponto de partida para refletir sobre opressões raciais, de gênero e de classe. A dimensão teatral entrelaça essas linguagens, conectando madrastidade, migração e luta antirracista e decolonial.
Apresentada no contexto do Festa e Festival, Liberdade e Língua, Cidade sem muros nem ameias – FeLiCidade, no Centro Cultural de Belém, em 2024.